Porto Velho - RO. O Ministério da Saúde publicou 18 documentos com a atualização de diretrizes para prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de diferentes tipos de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). O processo foi coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), em parceria com a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), e contou com a atuação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

A iniciativa faz parte da implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), criado para reorganizar o financiamento, a compra, a distribuição e a dispensação de medicamentos para o tratamento do câncer. Como parte da mudança, as antigas Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) em Oncologia foram convertidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que definem recomendações e critérios para a utilização de medicamentos e procedimentos na rede pública, em consonância com a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

As revisões englobam câncer de mama, próstata, ovário, estômago, tireoide, carcinoma renal de células claras e melanoma, além de doenças onco-hematológicas como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Entre os medicamentos incluídos nos protocolos estão o olaparibe para câncer de ovário, o trastuzumabe para câncer de estômago, a abiraterona para câncer de próstata, e o nivolumabe e o pembrolizumabe para melanoma. Para o câncer de mama, foram inseridos o medicamento abemaciclibe e a realização do exame PET-CT.

No segmento de doenças onco-hematológicas, os documentos contemplam fármacos como lenalidomida, carfilzomibe, brentuximabe vedotina, ponatinibe e asciminibe, além do Protocolo de Uso do blinatumomabe para leucemia linfoblástica aguda de células B e cromossomo Philadelphia negativo. Foram divulgadas ainda as Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto, a segunda parte das Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero e o Protocolo de Uso da terapia fotodinâmica para carcinoma basocelular superficial e nodular.

Fonte: RO24HS, com informações da Agência Gov