Porto Velho, RO - O Ministério Público de Rondônia (MPRO) publicou a Portaria nº 713/PGJ, de 11 de junho de 2026, designando uma equipe especial para atuar em todas as fases dos processos relacionados à Operação Avatar, investigação que apura supostas irregularidades na administração da Prefeitura de Guajará-Mirim.
A medida foi assinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, e reforça o acompanhamento jurídico e institucional de um dos casos de maior repercussão política do município nos últimos anos.
Equipe especial designada
Conforme estabelece a Portaria nº 713/PGJ, passam a atuar nos processos relacionados à Operação Avatar os seguintes membros do Ministério Público de Rondônia:
- Ivanildo de Oliveira;
- Eriberto Gomes Barroso;
- Rogério José Nantes.
Os integrantes poderão atuar de forma conjunta ou individual em todas as fases do processo nº 0804673-14.2023.8.22.0000, bem como em procedimentos cautelares e incidentais vinculados à investigação.
A portaria também determina a revogação de delegações anteriores que sejam incompatíveis com a nova designação.
O que é a Operação Avatar?
A Operação Avatar foi deflagrada em janeiro de 2024 pelo Ministério Público de Rondônia e pela Polícia Civil com o objetivo de investigar um suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e usurpação de função pública no âmbito da Prefeitura de Guajará-Mirim.
Segundo as investigações, um grupo teria implantado uma estrutura paralela de comando dentro da administração municipal, exercendo influência direta sobre decisões governamentais e atos administrativos durante aproximadamente três anos.
Principais investigados
Entre os alvos da investigação estavam:
- A então prefeita de Guajará-Mirim, Raissa Bento;
- O marido da ex-prefeita;
- O então chefe de gabinete do município.
As apurações apontaram suspeitas relacionadas a associação criminosa, corrupção, fraudes processuais, nomeações consideradas ilegais e suposta usurpação de funções públicas.
Mandados e medidas cautelares
Durante a deflagração da Operação Avatar, equipes do Ministério Público e da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Além disso, foram determinadas medidas cautelares que resultaram no afastamento de agentes públicos dos cargos ocupados à época, com o objetivo de preservar as investigações e evitar interferências na produção de provas.
Denúncia criminal apresentada pelo MPRO
Um dos principais desdobramentos da investigação ocorreu em abril de 2024, quando o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra os investigados.
A acusação envolve supostos crimes contra a administração pública com base nos elementos reunidos durante a fase investigativa.
O recebimento da denúncia, bem como a análise do mérito das acusações, depende das decisões do Poder Judiciário, observando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos acusados.
Continuidade dos trabalhos
A publicação da Portaria nº 713/PGJ demonstra que os processos originados pela Operação Avatar permanecem sob acompanhamento direto do Ministério Público de Rondônia.
A participação de integrantes da alta administração do MPRO e do Centro de Apoio Operacional (CAEX) busca garantir continuidade processual, suporte técnico e atuação especializada nos procedimentos judiciais decorrentes da investigação.
Caso segue em destaque no estado
A Operação Avatar ganhou destaque em Rondônia por envolver integrantes do alto escalão da administração municipal e por apurar a existência de um suposto núcleo paralelo de decisões dentro da Prefeitura de Guajará-Mirim.
Com a nova designação, o Ministério Público reforça sua estrutura institucional para acompanhar os desdobramentos judiciais do caso, que continua tramitando perante a Justiça e permanece entre as investigações de maior repercussão no município.
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