O Vereador Marcos Combate (AGIR) usa a tribuna da Câmara de Porto Velho para denunciar calamidade sanitária, abandono de obras no Parque Amazonas e precariedade na coleta de lixo. Parlamentar cobra notificações à empresa Asfaltare, ações da SGG e Serinfra, e ameaça pedir impeachment do prefeito por suposto crime de responsabilidade.

Porto Velho, RO - Em discurso contundente na tribuna da Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Marcos Combate (AGIR) denunciou o agravamento da violência, a situação de calamidade pública e o risco sanitário em bairros da capital — com ênfase no Parque Amazônia.

Ele afirmou ter fiscalizado a região “agora há pouco” e cobrou medidas urgentes do secretário de Governo (SGG), Paraguaçu, e da Serinfra para concluir as obras no bairro.

Destaques da fala do vereador Marcos Combate:

- “A população do Parque Amazonas está na lama, no barro, na poeira, na podridão, no lixo.” 
- “A obra está abandonada; não tem uma alma viva da empresa trabalhando.” 
- "Estão passando a mão na cabeça da empresa Asfaltare. Quero notificação e cobrança." 
- “Se acontecer acidente com bueiros abertos e vias inseguras, vou pedir impeachment ao prefeito por crime de responsabilidade.” 
- “Em 60 dias para romper contratos, a população fica com lixo, chorume e doenças nos bairros mais pobres. 
- "Nos condomínios de alto padrão a coleta está ok; nos bairros carentes, é precário. É desigualdade social." 
- “Vou acionar Ministério Público, Tribunal de Contas, CNJ e Polícia Federal se houver irregularidades em contratos.”

 

Obras paradas e cobrança em Asfaltare

Segundo Combate, a empresa Asfaltare, contratada para o asfaltamento no Parque Amazonas, teria abandonado o canteiro. O vereador disse ter visto “fiscal da Serinfra dando canetada na empresa”, mas questionou por que não há notificações formais e punições. Ele relatou que, há cerca de 15 dias, escolheu a secretaria responsável que a empresa teria prazo até fevereiro para executar o serviço: "Fevereiro é chuva e lama. Vão pedir prorrogação?".

Risco sanitário e crise na coleta de lixo

O parlamentar vinculou a crise da limpeza urbana a uma “calamidade sanitária”, com lixo acumulado, choro e ameaça de doenças, principalmente com a chegada das chuvas. Criticou a descontinuidade do serviço e incluiu a possibilidade de cancelamento de contratos já debatidos na Câmara, citando prazos de até 60 dias para novos trâmites, o que, segundo ele, manteria a população exposta.

Acusações políticas e promessas de fiscalização

Marcos Combate afirmou que entrará com representações no Ministério Público e demais órgãos de controle do caso confirmaram irregularidades, inclusive mencionando supostos problemas na contratação para reforma da Litorina. Disse já ter solicitado cópia integral dos processos para análise. Também criticou a gestão municipal e cobrou do secretário da SGG e do presidente da Agência Reguladora “medidas corretivas e preventivas” para restabelecer a coleta de lixo seletivo.

Apelo final

"O céu de Porto Velho está carregado. Se vier chuva com lixo e chorume, teremos doenças atingindo nossas crianças. Isso não pode continuar." O vereador concluiu as propostas imediatas do Executivo e a responsabilização de empresas e gestores, se comprovadas falhas contratuais ou omissões.