
Porto Velho, RO - O Vereador Dr. Santana (PRD) usou uma tribuna da Câmara de Porto Velho para defender solução judicial à crise da coleta de lixo, criticar contratos emergenciais e alertar para riscos à saúde, com aumento de casos de diarreia e vômito em crianças. Ele cita ação popular, despacho para rompimento contratual e cobra estabilidade por meio de concessão.
Em pronunciamento firme na tribuna da Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Dr. Santana (PRD) afirmou que a crise da coleta de lixo “só vai se resolver na Justiça” e cobrou uma decisão de mérito que encerre a sequência de contratos emergenciais e trocas de empresas. Segundo ele, o secretário Tiago “Campanha” já deu despacho para o rompimento do contrato atual, classificado como “precário”.
Principais pontos da fala do vereador Dr. Santana:
- "Eu acredito na Justiça. Lá começou e lá deve se resolver. Entra uma empresa, sai outra, e o problema continua."
- "Contrato emergencial é ruim para a cidade. Não dá segurança de qualidade."
- “Vivemos o caos no transporte escolar e no transporte coletivo quando eram emergenciais; quem sofreu foram as crianças e a população.”
- "A solução veio com concessão: ônibus novos e adaptados. Na limpeza urbana tem que ser igual: licitação e segurança jurídica."
- “Apresentei ação popular como cidadão e advogado; aguardamos a decisão do juiz de 1º grau e do Tribunal de Justiça.”
- "Sem coleta regular, aumenta doenças. Em uma unidade de saúde: 182 atendimentos, 96 crianças com diarreia e vômito."Crítica aos contratos emergenciais
Santana comparou a atual instabilidade da limpeza urbana ao período em que o transporte escolar e coletivo funcionavam por contratos emergenciais, apontando precariedade e prejuízo direto aos usuários. Para ele, a saída é um modelo definitivo, via licitação e concessão, com metas e fiscalização.
Apelo ao Judiciário e relato pessoal
O vereador informou ter ajuizado a ação popular e disse aguardar decisão célere do Judiciário para pacificar o serviço de coleta. Em tom pessoal, lembrou a perda de um familiar por doença infecciosa e alertou que o acúmulo de lixo e choro, sobretudo no período chuvoso, agravou riscos sanitários, atingindo principalmente crianças.
Pedido de providências
Santana reforçou o pedido para que o despacho que rompe o contrato emergencial seja efetivado e que a Prefeitura avance para uma solução estável. “Porto Velho precisa de continuidade e qualidade na coleta, não de improvisos.
0 Comentários