O relatório aponta que essa estrutura favorece o aumento do poder do CV na região, dificultando o trabalho das autoridades locais - Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
MEIO AMBIENTE
Parlamento da Amazônia aprova agenda para a COP 30
Fazendas e terrenos isolados nessas áreas servem como base para o planejamento e execução do transporte de cargas ilegais pelas rotas fluviais e terrestres que conectam o interior do Brasil a países vizinhos como o Peru e a Bolívia. O relatório aponta que essa estrutura favorece o aumento do poder do CV na região, dificultando o trabalho das autoridades locais.
Crimes ambientais com desmatamentos e queimadas
Além do impacto social e criminal, o relatório destaca o efeito ambiental das operações da facção. O desmatamento e as queimadas, muitas vezes associadas à grilagem e à expansão irregular de terras, assim como a contaminação dos rios pela utilização no garimpo ilegal, caracterizam um grave risco para a biodiversidade e para o equilíbrio climático da Amazônia. A gestão ambiental vinculada às ações criminosas representa um desafio maior no combate à crise climática global.
O documento apresentado na COP30 marca a primeira vez em que o crime organizado ambiental é inserido oficialmente na agenda internacional de clima. A Convenção do Clima sublinha a importância da cooperação entre os governos e a transparência nos esforços para desmantelar as redes criminosas que lucram com a exploração ilegal da floresta e a destruição dos ecossistemas.Atuação em Rondônia
No estado de Rondônia, o Comando Vermelho intensificou sua presença nas últimas décadas, diversificando suas fontes de receita a partir do controle do tráfico e da exploração ilegal de recursos naturais. A região que faz fronteira com a Bolívia apresenta desafios estruturais, como dificuldades no monitoramento territorial e infraestrutura precária, que são exploradas por organizações criminosas.
Missão do estado favorecendo o crime
Especialistas apontam que o fortalecimento das facções nessas áreas está diretamente ligado à ausência de políticas públicas consistentes e à necessidade de um aprimoramento das ações de segurança, inteligência e fiscalização ambiental. A combinação desses fatores contribui para a perpetuação das atividades ilegais que alimentam o ciclo de violência e danos ao meio ambiente.
O relatório em destaque na COP30 reforça que o combate à infiltração do crime organizado na Amazônia passa pela integração entre políticas ambientais, de segurança pública e de desenvolvimento regional, além de contar com colaboração internacional, dada a extensão das rotas transnacionais utilizadas para o escoamento de produtos ilícitos.
Fonte: Rondoniaovivo
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