
Porto Velho - RO. A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, atingindo o menor patamar para esse intervalo desde 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou abaixo dos 5,4% apurados no segundo trimestre e dos 5,6% registrados no terceiro trimestre do ano anterior. O número de desocupados recuou para 5,6 milhões de pessoas, o que representa reduções de 4% na comparação trimestral, com 234 mil pessoas a menos, e de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado, com queda de 417 mil indivíduos.
A população ocupada alcançou o número recorde de 103,6 milhões de pessoas na série histórica iniciada em 2012, apontando crescimento de 0,6% no trimestre, o equivalente a 581 mil pessoas a mais, e avanço de 1,2% no ano, com acréscimo de 1,2 milhão de trabalhadores. O setor da construção civil registrou expansão de 2,8% na ocupação no trimestre, somando 210 mil trabalhadores. O total de empregadores também atingiu a marca de 4,5 milhões de pessoas, após crescer 4,3% na comparação com o trimestre anterior e 6,4% no acumulado de doze meses.
No setor público, o número de empregados totalizou o recorde de 13,2 milhões, permanecendo estável no trimestre e apresentando alta anual de 2,5%, o que equivale a 317 mil contratações a mais. De acordo com a pesquisa, a expansão no setor público com carteira assinada decorreu da admissão de cerca de 45 mil profissionais no ensino pré-escolar, fundamental e médio, além de aproximadamente 30 mil contratações em cargos administrativos municipais. O contingente de trabalhadores do setor privado com carteira assinada somou 39,4 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e no ano, cenário que também se repetiu entre os empregados sem carteira (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões).
A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi apurada em 13,0%, apontando estabilidade ante os 12,9% do trimestre anterior e queda de 0,9 ponto percentual em relação aos 13,9% apurados no ano anterior. A população subutilizada fechou o período em 14,8 milhões de pessoas, estável frente ao trimestre anterior e 6,1% menor que no mesmo período do ano anterior. O número de desalentados totalizou 2,5 milhões de pessoas, apresentando aumento de 7,5% no trimestre e retração de 6,8% no ano, com maiores dificuldades relatadas na busca por trabalho entre indivíduos com 40 anos ou mais. A população subocupada por insuficiência de horas somou 4,3 milhões, enquanto os cidadãos fora da força de trabalho alcançaram 66,5 milhões.
O rendimento médio real habitual foi calculado em R$ 3.790, permanecendo estável na comparação trimestral e exibindo elevação de 3,6% no confronto anual. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 387,5 bilhões, o maior valor registrado pela série da pesquisa, após registrar aumentos de 1,5% no trimestre e de 4,7% no ano. A coleta do levantamento envolve visitas a 211 mil domicílios em todas as unidades federativas do país, e a divulgação dos indicadores referentes ao trimestre encerrado em outubro está programada para 27 de novembro.
Fonte: RO24HS, com informações da Agência Gov
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