
Kamylla Cristtyna Domingos de Oliveira foi localizada durante diligências da Polícia Civil e Polícia Militar; Operação Sepulcrum prendeu dois suspeitos e apreendeu drogas, armas e munições
Porto Velho, RO - O corpo da jovem Kamylla Cristtyna Domingos de Oliveira, que estava desaparecida, foi localizado na segunda-feira (31), durante uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar em Ouro Preto do Oeste, na região central de Rondônia.
A localização do cadáver ocorreu no decorrer das diligências realizadas pelas forças de segurança para recuperar uma motocicleta que havia sido roubada no município. O veículo também foi localizado durante a ação.
De acordo com informações apresentadas pelo delegado Niki Locatelli, responsável pelas investigações, os criminosos teriam enterrado o corpo inicialmente em determinado ponto e, posteriormente, removido os restos mortais para outro local. A transferência, segundo a investigação, teria sido realizada na tentativa de dificultar o trabalho da polícia e ocultar o crime.
A principal linha investigativa aponta que Kamylla teria sido assassinada por integrantes de uma facção criminosa após ser acusada de fornecer informações sobre um suposto ponto de venda de drogas na região.
Antes da execução, a vítima teria sido submetida a uma espécie de punição imposta pelo grupo criminoso. Segundo as informações apuradas pelos investigadores, os envolvidos teriam cortado o cabelo da jovem como forma de represália e de uma suposta demonstração de disciplina dentro da organização criminosa.
As circunstâncias e a motivação do homicídio continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.
Na manhã de terça-feira (1º), um dia após a localização do corpo, as forças de segurança deflagraram a Operação Sepulcrum, com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar envolvidos no crime.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em diferentes pontos de Ouro Preto do Oeste.
Durante as diligências, duas pessoas foram presas em flagrante. Conforme as informações policiais, as prisões ocorreram por suspeitas relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de munição.
A operação resultou ainda na apreensão de aproximadamente três quilos de maconha, um quilo de cocaína e dez papelotes de crack, além de armas, munições e aparelhos celulares.
Os materiais recolhidos deverão passar por análise e podem contribuir para o avanço das investigações sobre a atuação da organização criminosa e a possível participação de outros envolvidos no assassinato da jovem.
O nome da operação, Sepulcrum, faz referência ao sepulcro ou local destinado ao enterramento de mortos, em alusão à tentativa de ocultação do corpo apontada pela investigação.
A Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar os responsáveis pela morte de Kamylla e determinar a participação individual de cada investigado. As suspeitas ainda serão submetidas ao devido processo legal e à análise da Justiça.
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