
Porto Velho, RO - O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), publicou um vídeo nas redes sociais em que critica o que classifica como uma mudança de postura de adversários políticos em relação à privatização da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) e ao papel do Estado na prestação de serviços públicos.
No vídeo, Samuel afirma que parte dos pré-candidatos ao governo estadual passou anos defendendo a redução do Estado, privatizações e terceirizações, mas, diante do debate sobre a concessão dos serviços de água e esgoto, passou a adotar um discurso contrário à privatização.
Assista o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DawaBUZu5EG/?igsh=d2M4cTFzdDJ6enk3
“Discurso muda. Histórico, não. O eleitor precisa avaliar a trajetória e as posições defendidas ao longo da vida pública, e não apenas as promessas feitas durante a campanha”, afirma.
O pré-candidato também faz referência ao edital publicado pelo Governo de Rondônia para a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 40 municípios, em um contrato estimado em R$ 8,47 bilhões e com duração prevista de 35 anos. Segundo ele, o tema exige transparência e amplo debate com a sociedade.
Na gravação, Samuel sustenta que o eleitor deve analisar o histórico de votações, declarações e posicionamentos dos candidatos antes de decidir seu voto. Ele argumenta que a mudança de discurso em período eleitoral pode confundir a população e afirma que o que chama de “estelionato eleitoral” deveria ser tratado com maior rigor no debate público, embora o termo não corresponda a um crime específico previsto na legislação brasileira.
Sem citar nomes, Samuel também menciona experiências como a privatização do setor de distribuição de energia elétrica em Rondônia e a discussão sobre a concessão da BR-364 para defender que o eleitor acompanhe com atenção propostas relacionadas à participação da iniciativa privada em serviços públicos essenciais.
Ao final do vídeo, o pré-candidato deixa um recado aos eleitores: “O voto exige memória. Quem muda de discurso apenas para ganhar votos não merece um cheque em branco. O eleitor consciente vota com memória, não com propaganda.”
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