
Porto Velho, RO - A indefinição sobre a aplicação da Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/23) tem criado um cenário de insegurança jurídica no futebol e em outras modalidades. Sem a análise dos vetos pelo Congresso Nacional, parte das regras previstas na nova legislação permanece sem eficácia plena — abrindo espaço para interpretações divergentes entre tribunais, federações e clubes.
O problema já aparece no dia a dia do esporte brasileiro. Imagine um clube de médio porte tentando regularizar a inscrição tardia de um jogador: a qual norma recorrer? Alguns integrantes da Justiça Desportiva continuam aplicando critérios da antiga Lei Pelé (Lei 9.615/98), enquanto outros defendem a aplicação parcial da nova Lei Geral do Esporte.
Essa lacuna normativa tem resultado em decisões conflitantes, disputas administrativas e judicialização crescente, segundo especialistas ouvidos pelo colunista Gabriel Coccetrone, do Lei em Campo (UOL), que publicou a análise nesta terça-feira (9).
Como a insegurança jurídica se instalou?
A Lei Geral do Esporte entrou em vigor com uma série de dispositivos vetados pelo Executivo. No entanto, até agora o Congresso não apreciou esses vetos — e, enquanto isso, pontos essenciais ficaram sem regulamentação. Entre os principais efeitos estão:
A Lei Geral do Esporte entrou em vigor com uma série de dispositivos vetados pelo Executivo. No entanto, até agora o Congresso não apreciou esses vetos — e, enquanto isso, pontos essenciais ficaram sem regulamentação. Entre os principais efeitos estão:
- Normas incompletas ou sem eficácia plena
- Divergências na interpretação dos tribunais desportivos
- Incerteza sobre regras de inscrição, contratos, transferências e penalidades
- Clubes e atletas vulneráveis a decisões imprevisíveis
Risco para clubes, atletas e federações
Sem clareza jurídica, qualquer ato administrativo — como registro de atleta, penalidades disciplinares, transferências ou regularizações emergenciais — pode ser contestado.
Isso significa que:
Sem clareza jurídica, qualquer ato administrativo — como registro de atleta, penalidades disciplinares, transferências ou regularizações emergenciais — pode ser contestado.
Isso significa que:
- clubes podem perder atletas por decisões divergentes;
- federações correm o risco de ter atos anulados na Justiça;
- atletas ficam inseguros quanto às regras que regem sua profissão;
- competições podem ser afetadas por disputas jurídicas de última hora.
Por que o Congresso precisa agir?
A regulamentação dos pontos vetados é considerada essencial para:
Fonte original: UOL / Coluna Lei em Campo — Gabriel Coccetrone
A regulamentação dos pontos vetados é considerada essencial para:
- harmonizar a aplicação da Lei Geral do Esporte;
- padronizar decisões da Justiça Desportiva;
- garantir estabilidade às competições;
- proteger direitos de clubes, atletas e entidades.
Fonte original: UOL / Coluna Lei em Campo — Gabriel Coccetrone
0 Comentários