O principal impacto positivo na inflação de novembro veio do subitem passagem aérea
Em novembro, o principal impacto positivo no índice veio do subitem passagem aérea (11,9%), com 0,07 ponto percentual (pp). Outras influências positivas foram a energia elétrica residencial, que subiu 1,27%, puxada por reajustes tarifários em algumas entregas, e hospedagem, no grupo Despesas pessoais. O subitem variou 4,09% em novembro, com destaque para a alta de cerca de 178% registrada em Belém, em razão da COP-30.

Em relação às quedas, de acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, os destaques são para os itens de higiene pessoal (-1,07%) e produtos alimentícios importantes na mesa das famílias, como o tomate (-10,38%) e o arroz (-2,86%): “O cereal registrou uma trajetória de variações negativas ao longo de todo o ano de 2025, acumulando queda de 25%”.
Assim, em novembro, o grupo Alimentação e Bebidas voltou para o patamar negativo, registrando variação de -0,01%, com a alimentação no domicílio (-0,20%) fechando em queda pelo sexto mês consecutivo. A alimentação fora do domicílio variou 0,46% no mês, com desaceleração no lanche, que saiu de 0,75% em outubro para 0,61% em novembro, e na refeição, que foi de 0,38% para 0,35% em igual comparativo.
O índice de difusão em novembro, ou seja, o percentual de subitens que teve resultado positivo, foi de 56%, 0,04 pontos percentuais (pp) acima do índice de outubro, com o percentual dos não alimentados ficando em 49%. Já o índice para os alimentos passou de 49% em outubro para 64% em novembro. “Mesmo com este percentual maior de variações positivas nos alimentos, dados os pesos e a magnitude das quedas registradas em alguns subitens, o grupo Alimentação e bebidas encerrou novembro com variação negativa de 0,01%”, ressalta Fernando.
Nos serviços, que subiram de 0,41% para 0,60% em novembro, os destaques ficaram com a alta da passagem aérea e da hospedagem. Já nos monitorados, a variação de 0,21%, após a queda de 0,16% de outubro, foi impulsionada pela energia elétrica residencial.
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Goiânia (0,44%), sob influência da alta da energia elétrica residencial (13,02%) e das carnes (1,78%). A menor variação (-0,10%) foi registrada em Aracaju, em razão da queda no conserto de automóveis (-3,75%) na gasolina (-1,40%).
INPC tem alta de 0,03% em novembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,03% em novembro. No ano, o acumulado é de 3,68% e, nos últimos 12 meses, de 4,18%, abaixo dos 4,49% arrecadados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2024, a taxa era de 0,33%.
Os produtos entregues passaram de 0,00% em outubro para -0,06% em novembro. A variação dos alimentos passou de 0,04% em outubro para 0,06% em novembro.
Quanto aos índices regionais, ocorreu uma maior variação (0,51%) em Goiânia, por conta da energia elétrica residencial (13,05%) e das carnes (1,48%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,26%), em razão da queda no ônibus urbano (-15,54%) e nos artigos de higiene pessoal (-3,20%).
Mais sobre as pesquisas
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 níveis de melhoria mínima, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 níveis de melhoria mínima, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a dezembro de 2025, será divulgado em 09 de janeiro de 2026.
Fonte: Agência Gov
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