A transferência foi feita sob forte escolta após ataques no Rio; operação faz parte da estratégia para enfraquecer a facção

Porto Velho, RO – Sete chefes de tráfico ligados ao Comando Vermelho (CV) foram transferidos para presídios federais de segurança máxima na manhã desta quarta-feira (12), após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Os crimes foram detidos em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, e foram levados sob forte escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador. De lá, embarcaram em aeronaves da Polícia Federal (PF) com destino a unidades federais espalhadas pelo país.

Ao menos 40 policiais do GIT foram mobilizados na operação, que teve apoio da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e do Ministério da Justiça.

A transferência ocorre após ataques e megaoperação

A medida foi autorizada em resposta aos ataques criminosos registrados na Região Metropolitana do Rio, após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro.

Segundo o governo fluminense, a transferência é parte de uma estratégia para isolar a cúpula da facção e impedir a comunicação entre líderes e demais integrantes. O pedido foi feito em conjunto pela Seap e pelo Ministério da Justiça, que apontaram risco de novas ações violentas caso os líderes permanecessem no sistema prisional estadual.

Quem foram os transferidos

Os sete presos integraram o núcleo estratégico do Comando Vermelho:

Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha – atua no Complexo do Alemão;
Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho – administrador da “caixinha” do CV e atuante em Resende;
Alexander de Jesus Carlos, o Choque ou Coroa – traficante do Complexo do Alemão;
Marco Antônio Pereira Firmino, o Meu Thor – do Morro Santo Amaro e integrante da comissão da facção;
Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho – de Volta Redonda, também membro da comissão;
Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça – da comunidade do Sabão, em Niterói;
Eliezer Miranda Joaquim, o Criam – apontado como chefe na Baixada Fluminense.

O governo do estado solicita a transferência de 10 títulos, mas a Vara de Execuções Penais acordos pendentes processuais em três casos e autorizou o envio de sete.

Fotos: Reprodução/g1 e TV Globo
Fonte: g1 Rio