Wellington Fagundes, do PL de Mato Grosso, cobra pagamento de R$ 2 bilhões a sojicultores e acusa grandes empresas de cartelizar o mercado sob pretexto ambiental. - Foto: Augusto Tenório/Metrópoles
Segundo Fagundes, a proposta prevê indenizar até R$ 2 bilhões aos produtores que deixaram de vender soja por causa do acordo firmado entre tradings estrangeiros, que proíbe a compra do grão cultivado em áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. O senador classificou a medida como uma forma de “cartel econômico”.
"Já houve uma decisão por unanimidade de que se trata de um cartel das grandes negociações usurpando os pequenos e médios produtores da região amazônica. Estamos na Justiça para que devolvam o dinheiro adquirido praticamente dos nossos produtores", afirmou o parlamentar.
O acordo, alvo de disputa judicial, foi derrubado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador também defendeu que o Código Florestal brasileiro já impõe regras rigorosas e deve ser o único parâmetro a ser seguido em nenhum país.
"Temos a legislação mais rígida do mundo. O Código Florestal é a nossa base, está previsto na Constituição", declarou.
Durante a conferência, marcada por discursos de líderes mundiais e ativistas ambientais, a presença do senador chamou a atenção por contrastar com o tom ecológico predominantemente. Fagundes reforça que continuará sujeito a compensações financeiras aos produtores que, segundo ele, foram “injustificados por decisões ideológicas”.
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