Formandas do curso de bordado do Coletivo Flores da Amazônia (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO)
Aline Colpo, presidente do Coletivo Flores da Amazônia (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO) A iniciativa é uma oportunidade para o público conhecer de perto o talento e a sensibilidade de mulheres amazônicas que, por meio de fios e agulhas, bordam suas histórias, enfrentamentos e conquistas. O coletivo oferece formação, acolhimento emocional e espaços de cuidado para mulheres em situação de vulnerabilidade social na capital.
Servidora da Alero, voluntária e vice-presidente do Coletivo Flores da Amazônia (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO) A presidente do Coletivo Flores da Amazônia, Aline Colpo, explica que o curso de bordado vai além do aprendizado técnico. Ele tem sido uma porta para autonomia, terapia e pessoal.
“Algumas mulheres chegam sem perspectiva, muitas deprimidas, algumas até com pensamentos suicidas. No coletivo, elas descobrem que conseguem criar algo com as próprias mãos. Isso fortalece a autoestima e reflete em outras áreas da vida. Além das aulas, promovemos rodas de conversa, atendimento psicológico e momentos de troca. Ver essas mulheres hoje expondo seus trabalhos na Assembleia é muito emocionante. Para muitas delas, parecia isso impossível”, afirmou.
Marize Duarte, bordadeira formanda do Coletivo (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO) O Coletivo Flores da Amazônia existe há seis anos, e o curso de bordado não é o segundo ano de atividade. Além da formação artística, o grupo oferece aulas de defesa pessoal, reforçando a autonomia e a segurança dos participantes.
A vice-presidente do coletivo e servidora da Alero, Maria Alice Coelho, destacou a importância da exposição dentro da Casa de Leis. "A Assembleia é uma casa do povo, e ver essas mulheres ocupando este espaço com sua arte é uma forma de reconhecimento. Muitas chegam fragilizadas e, ao longo do tempo, vemos uma transformação real na vida delas e de suas famílias. Criamos laços, caminhamos juntas e celebramos cada conquista", disse.
Carolina Esteves, professora do curso de bordado (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO)Entre as expositoras está dona Marize Duarte, aluna do segundo ano do curso. Ela lembra como encontrei no bordado um caminho de cura. "Cheguei lá com depressão. Mas fui acolhida. O bordado e o apoio das meninas transformaram minha vida. Hoje me sinto firme e posso ajudar outras que estão chegando. Somos mulheres fortes e capazes", contou, emocionada.
Artes produzidas pelas bordadeiras do Coletivo Flores da Amazônia (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO) A professora do curso, Carolina Esteves, reforçou o caráter terapêutico da prática. "O bordado é uma ferramenta de resgate emocional. Muitas mulheres carregam histórias de violência, dor e silenciamento. Ao bordar, elas recontam suas histórias, encontram voz e reconstroem o próprio sentido de existência", explicou.
Coletivo Flores da Amazônia (Foto: Luís Castilhos | Secom ALE/RO) A exposição permanece aberta ao público até esta quarta-feira (12), a visitação é livre.
Texto: Marcela Bomfim | Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Luís Castilhos | Secom ALE/RO
Fonte: ALE/RO
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