Com apoio de Casemiro e confiança de Ancelotti, meio-campista de 28 anos vive fase de protagonismo no caminho da segunda Copa

Porto Velho, RO -  Bruno Guimarães vive o momento mais marcante da carreira na seleção brasileira. Aos 28 anos, o meio campista assumiu, de vez, o papel de liderança dentro e fora de campo — atitude incentivada por Casemiro e fortalecida pelo trabalho com Carlo Ancelotti.

Considerado o jogador mais utilizado do Brasil neste ciclo de Copa — com 30 jogos, 14 convocações e maior número de minutos sob o comando do técnico italiano — Bruno tem se destacado não só pelo desempenho técnico, mas pela postura madura e pela naturalidade com que passou a orientar e inspirar os companheiros.

— “Aceitei essa responsabilidade de ser uma liderança, apesar de ser jovem”, disse o jogador, que completou 28 anos no último domingo, em entrevista exclusiva ao ge.
No Newcastle, ele já exerce o papel de capitão; na Seleção, recebeu a “passagem de bastão” das mãos de Casemiro.

Confiança de Ancelotti e adaptação à Seleção


Segundo Bruno, sua evolução está diretamente ligada à chegada de Carlo Ancelotti. O treinador conversou com ele sobre posições preferidas, ajuste tático e expectativas. A experiência do técnico, com mais de 1.200 jogos na carreira, criou um ambiente mais seguro para o elenco.

— "Ele é muito vívido, cascudo. Passa tranquilidade e liberdade pra gente. É um cara que não gosta de tomar gol nem no treino" — afirmou.

Ancelotti tem mudado variações como 4-1-4-1, 4-4-2 defensivo e 4-2-4 ou 4-3-3 para atacar. A intenção é criar múltiplas possibilidades para diferentes adversários na Copa.

Casemiro como referência

Bruno também destacou o papel do volante Casemiro, quem considera ídolo:

— "A carreira dele fala por si só. Ele é um líder completo, um exemplo. Desde 2020, eu dizia que me espelhava nele. Hoje a gente divide essa liderança."

A importância do “trabalho duro”

O meio-campista reforçou que o talento brasileiro não é mais suficiente sozinho. Segundo ele, a Seleção provavelmente aumentaria sua disciplina defensiva.

— "A gente vinha sofrendo muito. Tomando muitos gols. Desde que o Ancelotti cresceu, isso mudou."

Para Bruno, evitar gols é determinante em um Mundial:
— "Na Copa, 1 a 0 às vezes é o suficiente."

Bastidores com Ancelotti: “Paizão” e broncas na medida

Bruno revelou momentos descontraídos do técnico — como quando Ancelotti cantou no trote da Seleção — e também episódios de cobrança:

— "Quando perdemos para o Japão achamos que ele ia matar a gente. Mas ele falou que era bom sentir aquilo agora. Ele sabe motivar."

Cenário da Copa e seleção favoritas


Bruno cita França, Espanha, Argentina e Inglaterra como favoritas ao lado do Brasil. Ele também comentou o desafio do novo formato, com mais opções e jogos mais estratégicos, muitas vezes decididos em bolas paradas.

Experiências da Copa de 2022 e pressão externa

Bruno admitiu que as críticas e redes sociais afetaram o Mundial do Catar, especialmente após o jogo contra Camarões. Até pessoas que já conviveram com ele enviaram mensagens experimentais.

— "Aprendi a lidar. Na Copa, a pressão é surreal. Por isso é importante focar só no grupo."

Neymar no Mundial: opinião do grupo

Sobre a presença de Neymar na Copa, Bruno foi claro:

— "Todo mundo é fã. Queremos que ele esteja bem. Ele agrega muito, dentro e fora de campo."

Ele elogiou o comportamento do atacante, destacando sua humildade e o carinho com todos os funcionários da Seleção.

Último jogo do Brasil em 2025

Com Bruno como titular, o Brasil derrotou Senegal às 16h30 (de Brasília), em Lille. Será o último compromisso antes do início da preparação final para o Mundial de 2026.