O fato de Gabigol ter desrespeitado os protocolos do exame antidoping nas instalações do Flamengo enfraquece a defesa do clube no recurso que será enviado à Corte Arbitral do Esporte.

O jogador estava sob os cuidados do Flamengo no momento da visita dos agentes para testagem no Ninho do Urubu, em abril de 2023. Internamente, a diretoria admite a má conduta, mas se solidariza.

Em função de ter sua estrutura e funcionários atrelados ao comportamento do jogador, o Flamengo contratou o advogado que defende o atleta junto ao Tribunal de Justiça Antidopagem.

A situação enfraquece o Flamengo também na condução do caso a partir da resposta sobre o recurso. Se tiver a pena mantida em dois anos, o clube avalia suspender o contrato de Gabigol.

A prerrogativa está prevista em contrato e na lei geral do esporte. Também é previsto legalmente a rescisão caso o atleta gere danos à imagem do Flamengo. Tal caminho, porém, é improvável.

Não apenas pelo fato de Gabigol não ter testado positivo no exame antidoping, como também por ter sido denunciado pelo comportamento durante a realização do teste dentro do Flamengo.

Com Paolo Guerrero, o caso mais recenet, a situação foi diferente. Embora tenha se colocado à disposição para ajudar o atacante peruano na ocasião, a contaminação se deu fora do clube.

No caso do atacante brasileiro, a denúncia ocorreu por comportamento do jogador relatado por parte da equipe de testagem, que esteve com ele no Ninho do Urubu, CT do Flamengo.

Membros do clube viram a punição como pesada, mas reprovaram as atitudes de Gabriel Barbosa não apenas ao desafiar os protocolos, mas não admitir qualquer tipo de erro no processo.


Fonte: O GLOBO