Atacante equatoriano Leonardo Campana integra clã dono de conglomerado que investe em agro, na indústria, no turismo, entre outros setores

Recordista de títulos no futebol profissional, maior vencedor do prêmio de melhor jogador do mundo e astro de campanhas publicitárias, Lionel Messi, ainda assim, não é o atleta mais rico do Inter de Miami. O craque argentino se uniu ao plantel do clube americano no meio do ano passado e lá conheceu Leonardo Campana, atacante equatoriano que integra um clã com braços na política, na indústria, no agro e em outros setores econômicos da América Latina e do mundo.

De acordo com o jornal Corriere dello Sport, Messi acumula fortuna que rodeia os 500 milhões de euros (equivalente a R$ 2,6 bilhões, na cotação atual), enquanto a do clã Campana ultrapassa 1 bilhão de euros (quase R$ 6 bilhões).

Leonardo Campana é filho do ex-tenista profissional e político Pablo Campana. Quando era atleta, o pai do atacante representou o Equador nas Olimpíadas de Atlanta-1996. Já na política, chegou a ser ministro do Comércio Exterior e Investimentos no governo de Lenin Moreno. Como empresário, ele fez fortuna com uma incorporadora imobiliária.

Leonardo é fruto do relacionamento do ex-esportista com Isabel Romero Noboa, cuja mãe, Isabel Noboa, é considerada uma das principais empresárias da América Latina.

Isabel Noboa é fundadora e sócia-majoritária do Consórcio Nobis, holding que tem participações em setores como indústria, agro, imobiliário, comércio e turismo. O avô materno de Leonardo, por sua vez, é Isidro Romero, ex-ministro do Equador que foi presidente, durante 12 anos, do Barcelona de Guayaquil, clube equatoriano no qual o neto foi revelado. O estádio da equipe leva o nome de Romero.

Além de Isabel Romero Noboa, a megaempresária e o ex-cartola são pais de Daniel Noboa, atual presidente do Equador — e tio de Leonardo Campana.

Revelado no Barcelona de Guayaquil, Leonardo Campana estreou como profissional aos 19 anos e passou por times como Wolvehampton, Famalicão e Grasshoppers até ser emprestado ao Inter de Miami. Mais tarde, foi contratado. Em suas duas primeiras temporadas nos Estados Unidos, ele marcou 26 gols, mas acabou relegado à reserva do uruguaio Luis Suárez nos últimos jogos.


Fonte: O GLOBO